11 de janeiro de 2014

escrevo pelo clichê ...

escrevo pelo clichê 
de viver
pois se eu não escrever
o viver
eu não poderei ter

escrevo pelo prazer
de me ver
em cada traço
um recado da minha alma
ao meu ser

meu e de Fabiana Almeida.

10 motivos que demonstram minhas taras poéticas, e como eu as quero:

I- Quero uma poesia por dia, por hora, agora.

II- Quero uma poesia por segundos, minutos, sem demora.

III- Quero uma poesia em todos os instantes, com uma escrita incessante nesse meio errante.

IV- Quero uma poesia de ideias, punk, e que minha caneta sempre esteja falante.

V- Quero uma poesia viva ou morta; viva vivendo em um ser e morta morrendo, mas sempre deixando um, por quê?

VI- Quero uma poesia escrita, falada, tingida.

VII- Quero uma poesia muda, surda, puta, as que insultam.

VIII- Quero uma poesia calma, que acalme minh’alma.

IX- Quero uma poesia que eu não sei ao certo, sou um poeta confuso, escrevo para viver ereto.

X- Quero uma poesia, e se tu foste uma poesia, poetize-me!

5 de janeiro de 2014

Perguntaram-me sobre meu jeito de ser; naquele momento foi dito:


-Meu caro, meu jeito é ser livre. Vagar por aí com minha autonomia em riste. Meu jeito de andar sou eu que defino, equilibrando-me nos espaços e laçando os contatos sem nenhum destino. Não sou normal, sou louco. Gosto de ser assim, porque os loucos vivem soltos. Gosto de destilar minha vida e me embebedar dos instantes. O acaso é adrenalina, mantimento, expectativa para uma nova estratégia e adquirir discernimento. Nesta vida que vivo eu perco muito tempo tentando ser vivo, mas sei que não preciso, pois viver eu faço pouco em relação à morte que sempre chega para um louco.