18 de janeiro de 2014

não se mata o verbo


não se mata o verbo
não o verbo
menos o verbo
se matar o verbo
fica o odor
de cheiro grosso
sem ser de uma flor

não se mata o verbo
não o verbo
tudo menos o verbo
porque se matar o verbo
restará o odor
de cheiro desamor

cada palavra tem seu significado
cada vida traz um recado
cada frase leva uma linguagem
e o sujeito eu, ama nessa passagem
no verbo amar

a chuva caiu...


a chuva caiu
parindo frescor
não esfriou nosso clima
mas refrescou o nosso amor

Sobre rejeição


As pessoas têm medo da rejeição.
Do gosto amargo de um não!.
Daquele rosto intacto no momento inesperado.
Da vontade recusada por aquele que falava tudo aquilo que você não queria ouvir.

Cada rejeição é uma insatisfação.
Traz um mar de solidão.
Uma dor por antecipação.
Remete a vinda do medo.
Um bocejo ao desprezo.

Rejeição maltrata.
Possibilita uma desgraça.
Tudo que degrada um coração.
Faz um ser ficar receoso e só olhar para ingratidão.

Rejeição causa medo.
E só de medo não se alcança.
Uma alma rejeitada cansa.
Afeta um coração e faz perder a esperança
De começar de novo.
De amar o outro.
De tentar.
De re-ssurgir.
De re-começar.
De sumir.
Enfim.

12 de janeiro de 2014

passos

meu passos caminham
rabiscam um lugar
em meu bolso encontra-se sozinho
um sentimento que não pode faltar

meus dias são assim
corrido, cansativo
e eu fujo de mim
andando em desmedido

dentro de mim há um baú
e lá eu guardo minha dor
remodelo as feridas
modelando e tirando-me rancor

ando pelas ruas tentando achar uma saída
entre os becos e vielas que estão cheios de ferida
passo entre eles e observo cacos falantes
que cantam minha sentença de fraquejar naquele instante

corro em desmedido
e mesmo sem sentido
sujo dali

essa vida não tem mais jeito
falta-me um impulso em bocejo
falta-me mais gozo
vontade de estar com arrojo
continuo pois tenho um bolso cheio
com milhares de sentimentos que me darão um jeito
de ser e ter o que eu quero

de ter e ser o que eu espero