12 de janeiro de 2014

passos

meu passos caminham
rabiscam um lugar
em meu bolso encontra-se sozinho
um sentimento que não pode faltar

meus dias são assim
corrido, cansativo
e eu fujo de mim
andando em desmedido

dentro de mim há um baú
e lá eu guardo minha dor
remodelo as feridas
modelando e tirando-me rancor

ando pelas ruas tentando achar uma saída
entre os becos e vielas que estão cheios de ferida
passo entre eles e observo cacos falantes
que cantam minha sentença de fraquejar naquele instante

corro em desmedido
e mesmo sem sentido
sujo dali

essa vida não tem mais jeito
falta-me um impulso em bocejo
falta-me mais gozo
vontade de estar com arrojo
continuo pois tenho um bolso cheio
com milhares de sentimentos que me darão um jeito
de ser e ter o que eu quero

de ter e ser o que eu espero

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