9 de abril de 2014

Anatomia



Estado do meu corpo estudioso, que se situa em teu corpo para estudá-lo

milimetricamente, e sem estar ausente, sentir o calor mais perigoso da estrutura de tuas curvas.

23 de fevereiro de 2014

MULHER POEMA


Quando eu te vi pela primeira vez eu olhei duas vezes, só para ter certeza que você existia. Sinceramente, eu sempre suspeitei que em algum espaço pudesse existir um poema vivo, daqueles que saem dos papéis e andam entre os versos da vida, comem, e se divertem por aí... Foi assim, e quando te vi não foi muito diferente do que eu imaginava, naquele momento eu revi o poema mais lindo de todos meus dias vivido. No começo limpei os olhos pensando que tivesse vendo miragem, porém eu estava errado, pois a miragem foi você que embriagou meu ser, mulher poema.

PEDIDO

cola tua boca na minha,
e vamos beijar poesia.

8 de fevereiro de 2014

6 de fevereiro de 2014

rio


no rio 
eu bebo
vinho

eu rio
bebendo
um vinho

no rio
o vinho
me enobrece

eu rio
do vinho
que me 
enlouquece

auto-amar


te amei
até eu
me amar

pois quando
eu te
amei

eu ainda não
praticava o
amor de um 
auto-amar

minha poesia fica linda quando há você vagando entre os versos

minha poesia fica linda quando há você vagando entre os versos

e eu sempre acho certo
tê-la pra mim
em poesias 
que nunca terão um fim

é como um presente
que sai da alma
e me acalma
num tempo
tão pouco
bom

sou eu, você e o acaso
o acaso, eu, enfim
você em minha mente
e eu poetizando pra ti
sou eu, você, e o poema
você se faz poema, pra mim
sou eu, e o poema em cena
você de poema é uma dádiva, enfim

23 de janeiro de 2014

amar


desejo-lhe um infinito para amar
amar na cama
amar no sofá
amar no chuveiro
amar nas águas do mar
amar na calçada
amar na rua
amar no sereno
amar na lua
amar por amar
amar com ou sem par
amar como aquela canção
que encanta um coração
amar para amar

amar-se, te amar.

o que os olhos não veem...

o que os olhos não veem
a intuição sente
e num acaso desmedido
os olhos verão o que estava escondido
e colocará um sentido
para um sentimento perdido

19 de janeiro de 2014

Seja meu bandido...

Seja meu bandido,
roube meu coração
e leve contigo

Faz assim,
guarde-o em sua casa
e tente não vender,
não é muita coisa,
mas só assim que
eu ficarei perto
de você.

18 de janeiro de 2014

não se mata o verbo


não se mata o verbo
não o verbo
menos o verbo
se matar o verbo
fica o odor
de cheiro grosso
sem ser de uma flor

não se mata o verbo
não o verbo
tudo menos o verbo
porque se matar o verbo
restará o odor
de cheiro desamor

cada palavra tem seu significado
cada vida traz um recado
cada frase leva uma linguagem
e o sujeito eu, ama nessa passagem
no verbo amar

a chuva caiu...


a chuva caiu
parindo frescor
não esfriou nosso clima
mas refrescou o nosso amor

Sobre rejeição


As pessoas têm medo da rejeição.
Do gosto amargo de um não!.
Daquele rosto intacto no momento inesperado.
Da vontade recusada por aquele que falava tudo aquilo que você não queria ouvir.

Cada rejeição é uma insatisfação.
Traz um mar de solidão.
Uma dor por antecipação.
Remete a vinda do medo.
Um bocejo ao desprezo.

Rejeição maltrata.
Possibilita uma desgraça.
Tudo que degrada um coração.
Faz um ser ficar receoso e só olhar para ingratidão.

Rejeição causa medo.
E só de medo não se alcança.
Uma alma rejeitada cansa.
Afeta um coração e faz perder a esperança
De começar de novo.
De amar o outro.
De tentar.
De re-ssurgir.
De re-começar.
De sumir.
Enfim.

12 de janeiro de 2014

passos

meu passos caminham
rabiscam um lugar
em meu bolso encontra-se sozinho
um sentimento que não pode faltar

meus dias são assim
corrido, cansativo
e eu fujo de mim
andando em desmedido

dentro de mim há um baú
e lá eu guardo minha dor
remodelo as feridas
modelando e tirando-me rancor

ando pelas ruas tentando achar uma saída
entre os becos e vielas que estão cheios de ferida
passo entre eles e observo cacos falantes
que cantam minha sentença de fraquejar naquele instante

corro em desmedido
e mesmo sem sentido
sujo dali

essa vida não tem mais jeito
falta-me um impulso em bocejo
falta-me mais gozo
vontade de estar com arrojo
continuo pois tenho um bolso cheio
com milhares de sentimentos que me darão um jeito
de ser e ter o que eu quero

de ter e ser o que eu espero

11 de janeiro de 2014

escrevo pelo clichê ...

escrevo pelo clichê 
de viver
pois se eu não escrever
o viver
eu não poderei ter

escrevo pelo prazer
de me ver
em cada traço
um recado da minha alma
ao meu ser

meu e de Fabiana Almeida.

10 motivos que demonstram minhas taras poéticas, e como eu as quero:

I- Quero uma poesia por dia, por hora, agora.

II- Quero uma poesia por segundos, minutos, sem demora.

III- Quero uma poesia em todos os instantes, com uma escrita incessante nesse meio errante.

IV- Quero uma poesia de ideias, punk, e que minha caneta sempre esteja falante.

V- Quero uma poesia viva ou morta; viva vivendo em um ser e morta morrendo, mas sempre deixando um, por quê?

VI- Quero uma poesia escrita, falada, tingida.

VII- Quero uma poesia muda, surda, puta, as que insultam.

VIII- Quero uma poesia calma, que acalme minh’alma.

IX- Quero uma poesia que eu não sei ao certo, sou um poeta confuso, escrevo para viver ereto.

X- Quero uma poesia, e se tu foste uma poesia, poetize-me!

5 de janeiro de 2014

Perguntaram-me sobre meu jeito de ser; naquele momento foi dito:


-Meu caro, meu jeito é ser livre. Vagar por aí com minha autonomia em riste. Meu jeito de andar sou eu que defino, equilibrando-me nos espaços e laçando os contatos sem nenhum destino. Não sou normal, sou louco. Gosto de ser assim, porque os loucos vivem soltos. Gosto de destilar minha vida e me embebedar dos instantes. O acaso é adrenalina, mantimento, expectativa para uma nova estratégia e adquirir discernimento. Nesta vida que vivo eu perco muito tempo tentando ser vivo, mas sei que não preciso, pois viver eu faço pouco em relação à morte que sempre chega para um louco. 

1 de janeiro de 2014

a dor vaga no pêndulo do tempo...

a dor vaga no pêndulo do tempo, até certo momento que torna-se esquecimento.
mas, ali, uma semente sempre fica,
germinando num tempo que uma lembrança pinta.