8 de novembro de 2013

Pra tirar nota dez na escola da vida.

Tenho uma ideia que foi feita na cozinha
Cansei de falar abobrinha.
A cortei bem picadinha 
Joguei na panela de alumínio
acrescentei dendê e manteiga
joguei agua e cozinhei
depois dela prontinha
taquei nela agua e farinha
O pirão já tava pronto
enchi a boca e o estomago
A cabeça melhorou
•, pensei naquilo que nem sonhou
Imagino o esforço
do homem que vive morto
Trabalha feito doido
Pra botar o pão na mesa
Qual tempo tem
pra pensar sua opinião
se conduz pela mídia
que o seduz
com as pernas da cerveja
Loira gelada, futebol e samba
em cima da mesa.
No seu peito ele leva a fé
No patuá de quem não se faz qualquer
Ali sozinho ele pensa em desmedido
Pensando em outrora quando era bem servido
No colo da mãe, em cima da barriga da tia.
No afago do pai, na comida bendita.
O tempo passou e ele corta o tempo
Fazendo daquele momento sua comida a tempo
Pensa em muitas coisas
Pensa em todas loucas
Ele é sozinho, pobre e solitário.
Ele é bom moço, trabalhado, e pra eles um otário.
Preocupa-se com o que comer
Diante uma fome que lhe dar prazer
Seu botão da camisa o traiu
Caiu, e faltou uma linha viril.
Ali, nada dá certo pra ele.
Ali, falta muito mais do que um bocejo.
Na Tv ele vê o que faz sonhar
Carro, moto, mulher num só lugar.
Rever as notícias do dia a dia
Com o papai Noel trazendo a serventia
Fica feliz e logo entristece
Pobre amigo, não pode ter o que merece.
A mídia o trai e alimenta de ilusão
E ele sofrido, perde sua razão.
Começa a cheirar e beber a esmo
Começa a roubar e matar sem ser medo
Mais uma vítima desse mundo cão
Mais uma vítima, vítima dessa compaixão.
Sem oportunidade, afago e vontade ele se foi.
Sem portas, sorte e verdade ele não foi...
Não foi um homem pobre, mas vivo
Pobre mas servido
Servido para o bem
Servido para si
Servido para o mundo
Servido subversivo




Facebook ( Tiago Dias) & Facebook (Giba Santos de Souza)

errati

em dó menor 
só é quando estou contigo
pois em ti menina doce
eu componho em teu abrigo.

sou errante por ser
tu és errante por merecer
errantes somos desde o nascer
então, por favor! dei-me seu prazer.

não ligo se me queres como certo
não lhe peço um recado correto
pois só quero tu
a ti, e mais ninguém
pois só quero a vida
e a ti, que me faz tão bem.

Ir

Não me leve mal meu bem
Se você quiser ir, pode partir
E eu vou olhar pra você
Vagando, me olhando, ir...

Me leve mal meu bem
Tu sabes que ninguém é de ninguém
O tempo corre como um ventilador
Ao vento, fatiando o ar com amor

Mas se você voltar
Cê você voltar
Eu não ligarei
Não ligareiamar
Pois sei que fiz muito bem pra ti
Pois sei que fiz tudo sem mentir
Pois sei que fiz fazendo
Pois sei que fiz querendo

Quando partiste deixaste a porta aberta
E na certa, era uma semente para voltar
Mas eu não ligo, vou por aí amar
E encontrar outro alguém também
Que fará a semente não germinar

Me leve bem se você for bem também
Me leve mal se você for tipo um sal
Porém não pense, não pense não
Não pense que terás razão

Não pense que eu vou ficar a lhe esperar
Pois meu bem, o mundo és um bendito lugar
O mundo é uma orgia de amor
Onde temos vários amores, louvor
O mundo é uma orgia de partir
Onde temos várias dores, ir

3 de novembro de 2013

ah, sei lá!

ah, sei lá!
eu não ligo mais pra nada.
vou 
fumar um cigarro
e tentar 
juntar
minha parte quebrada.


vou tentar 
pôr
repor
e se não consegui
me afogarei
num copo de cachaça.

sei que amanhã acordarei de ressaca
 
nadando nesta desgraça
mas
foi o que sobrou pra mim
esse
resto de nada.

tintas


andavam
 com uns galões cheios de tintas
   acabaram tropeçando 
          e derramando
                  suas cores na vida
                                mas não eram
                                       meras cores
                                           eram cores de tintas
                                                que pintavam vidas
                                                      não eram meras tintas
                                                                      
 eram tinhas
                                                                               de cores
                                                                                    que pintavam
                                                                                                  em
                                                                                                      poesia.