
Pego minha saudade e levo bem longe daqui
Jogo num horizonte, que não seja perto de mim
Vinde os anjos bons que me perguntam o que eu sinto...
Vinde os anjos bons que me perguntam, se ainda, eu me pressinto
Não me arrependo em errar de novo
minha memória é lúcida,
e ainda evoco o terror de ontem
O mundo me exige um linchamento,
mas antes de mais nada, eu fico aqui, e não me arrependo.
Possuído pelo espírito boçal
eu me escureço na estratégia viva, em me ausentar no final
É um insulto à ti
É um insulto à ti
Eu voltei-me a me procurar dentro de mim
Eu voltei-me em me ajeitar só pra mim
Afinal, o que fizeste pra mim ?
Nascemos com nada
e por intuito, buscamos procurar algo em tudo.
Tudo que te faz sensato em viver bem perto desse mundo
E como num passe de mágica, se muda tudo, e buscamos algo para se viver bem longe daqui.
Sou um coito desacelerado, de uma ingratidão vivida
pautada na relação da vida.
Sou enorme de poder
Sou enorme por perceber
Mas essa grandeza não é capaz de aniquilar todo esse sofrimento,
nesse momento que me prende de viver
Sou uma compra falida,
vestido com a calça da saudade
com a blusa da vontade
num sapato entristecido.
Quero um copo de licor mais Alcoólico que existe nesse lugar
Quero o vento mais plausível que poderia me soprar
Quero o poço dessa água maldita
Quero a paz, e tão pouco a despedida
quero o vento soprando ao leste
E seu sopro de lucidez que me destes.
Quero a arma da mágica que abriste minha ferida,
que me salvará desse mundo que não mais me atiça