Acordei de manhã com
um sono de dormir.
Fiquei a tarde toda pensando
o que fizeram
(para).(a) mim
Toda essa vida
bandida
Todo esse tempo
ligeiro
Todas essas ondas
quebradas,
que por insulto, se
entregam ao mal-estar
sem me tirar dos
devaneios.
É tal de morto vivo
(mais morto do que
vivo)
É tal de vivo morto
(mais vivo, mas
vivendo morto)
Vivo por causa dessa
loucura
Vivo por causa do
viver
Vivo sem querer,
todo dia, sem ao
menos sabe o por que
Todo mundo tive. E os
que escolhem viver, morrem...
(morrem por dentro,
morrem no tempo, morrem num momento)
Por isso
"nós" buscamos alguém em mais de cem cabeças,
para assim poder
viver também.
No entanto, quando me
falta a cura, eu tenho:
- a droga
- a cama vazia
- a comida fria
- a cachaça em
demasia
- a depressão do
outro dia
- ou até mesmo, o
clarck do gatilho que se aperta. Aí a bala entra, aí a bala aloja-se, aí de vez
você
morre.
Por essas noites eu
passei ao lado,
com um fardo das
migalhas que sobraram para mim.
Sem ao menos ouvir
aquele recado:
-Oh meu filho, não se
acabe tanto assim.
Por ventura eu acabei
descobrindo, que,
se na sua vida nada
funciona,
temos sempre os
mil...
Os mil compassos que
te levam
a ficar cada vez mais
febril.
E se você omitiu,
vem de R I V O T R I
L
Ah! Esse vem como um
sopro,
e como um sopro leva
minha im(pureza) embora,
tirando-me dessa
hora,
já me maltratado como
outrora.
Nenhum comentário:
Postar um comentário