10 de setembro de 2013

RIVOTRIL

Acordei de manhã com um sono de dormir.
Fiquei a tarde toda pensando
o que fizeram (para).(a) mim
Toda essa vida bandida
Todo esse tempo ligeiro
Todas essas ondas quebradas,
que por insulto, se entregam ao mal-estar
sem me tirar dos devaneios.
É tal de morto vivo
(mais morto do que vivo)
É tal de vivo morto
(mais vivo, mas vivendo morto)
Vivo por causa dessa loucura
Vivo por causa do viver
Vivo sem querer,
todo dia, sem ao menos sabe o por que
Todo mundo tive. E os que escolhem viver, morrem...
(morrem por dentro, morrem no tempo, morrem num momento)
Por isso "nós" buscamos alguém em mais de cem cabeças,
para assim poder viver também.
No entanto, quando me falta a cura, eu tenho:
- a droga
- a cama vazia
- a comida fria
- a cachaça em demasia
- a depressão do outro dia
- ou até mesmo, o clarck do gatilho que se aperta. Aí a bala entra, aí a bala aloja-se, aí de vez você
morre.
Por essas noites eu passei ao lado,
com um fardo das migalhas que sobraram para mim.
Sem ao menos ouvir aquele recado:
-Oh meu filho, não se acabe tanto assim.
Por ventura eu acabei descobrindo, que,
se na sua vida nada funciona,
temos sempre os mil...
Os mil compassos que te levam
a ficar cada vez mais febril.
E se você omitiu,
vem de R I V O T R I L
Ah! Esse vem como um sopro,
e como um sopro leva minha im(pureza) embora,
tirando-me dessa hora,

já me maltratado como outrora.


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