Quando eu nasci, disseram que eu seria feliz.
Para isso me deram uma casa
Uma escola
Uma instituição
E um deus.
Depois de nascer, eu vi que teria problemas, e tive:
Dentro de minha casa
Na minha escola
Com minha instituição
E com meu deus.
Agora eu sou um menino morto.
Pálido, flácido, abatido...
Morto para a vida que me deram ao meu nascimento
Morto para a vida que me deram sem meu entendimento
Eles foras sujos
Foram mudos
Foram ágeis
E me deram por imposição.
Deram-me, e ainda dizem que tinham uma razão
Agora eu não corro da minha vida,
E vivo tendo problemas...
Mas se a vida me fode, eu não corro mais
Agora eu pego ela e transo.
Se os problemas vêm, Eu seduzo-os e transo com os mesmos...
Se os problemas vêm, Eu seduzo-os e transo com os mesmos...
E por insulto, fodo com eles também.
Não tenho medo
Não tenho pressa
Vou andando
Guiando-me
Vou vivendo
Alimentando-me
E fazendo da vida o meu prazer de momento,
Trepando com meus problemas
nesse tempo.
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