Seu
corpo junto ao meu
colado
suado
cansado a cada investida
minha
sua
nossa
e
vossa
Seu
corpo é minha rua,
onde eu não me canso de
andar
pousar
vagar
em todos seus cantos
(ao caminhar)
Seu
corpo é meu pecado
e
por insulto – ou não
eu não paro, e faço do mesmo a minha sina
(do vício de querê-lo infinitamente)
e
usá
-
lo
s u c e s s i v a m e n te
Seu
corpo é meu pecado quando me falta,
quando me basta
e quando sua buceta não tem fome.
seu
corpo é toda minha culpa,
e quando eu o tenho eu não me peço perdão.
e
isso
f a c i l i t a
minha condenação
(no dia do juízo final)
Seu
corpo é minha trilha
para...
meu caminho em sua ilha
de águas
brisadas
calmas
e
ferozes.
e assim eu me perco em ti
confundindo-me em teus seios,
cabelos
e
pentelhos,
entre minha mão boba que passeia-te
(sem).(com) força
e
tirando
os
teus
anseios.
Seu
corpo é minha faculdade
onde eu quero me graduar
c o n s t a n t e m e n t e,
é altamente didático
e favorável ao meu
conhecimento.
é
histórico
e
potencializa a densidade barroca
como seus pelos pubianos
potencializa a prepotência norte americana
como seu bico pontudo
potencializa os relevos do Himalaia
como suas curvas
(que faço-te a minha gandaia)
seu
corpo é minha única sedução
é
a
dedução do infinito

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