9 de outubro de 2013

Faço-te a minha gandaia





Seu corpo junto ao meu
colado
suado
cansado a cada investida
minha
sua
nossa 
e
vossa


Seu corpo é minha rua,
onde eu não me canso de 
andar
pousar
vagar
em todos seus cantos
(ao caminhar)


Seu corpo é meu pecado
por insulto – ou não
eu não paro, e faço do mesmo a minha sina
(do vício de querê-lo infinitamente)
e
usá
-
lo
s u c e s s i v a m e n te 


Seu corpo é meu pecado quando me falta,
quando me basta
e quando sua buceta não tem fome. 
seu corpo é toda minha culpa,
e quando eu o tenho eu não me peço perdão.
e
isso
f a c i l i t a
minha condenação
(no dia do juízo final)


Seu corpo é minha trilha 
para...
meu caminho em sua ilha
de águas
brisadas
calmas
e
ferozes.
e assim eu me perco em ti
confundindo-me em teus seios,
cabelos
e
pentelhos,
entre minha mão boba que passeia-te
(sem).(com) força
e
tirando
os 
teus 
anseios.

Seu corpo é minha faculdade
onde eu quero me graduar
c o n s t a n t e m e n t e,
é altamente didático 
e favorável ao meu
conhecimento.


é histórico


e potencializa a densidade barroca
como seus pelos pubianos
potencializa a prepotência norte americana
como seu bico pontudo
potencializa os relevos do Himalaia
como suas curvas 
(que faço-te a minha gandaia)


seu corpo é minha única sedução

é


a dedução do infinito

Nenhum comentário:

Postar um comentário