7 de outubro de 2013

Turbulêntal


Trancado no quarto eu vejo meu estado
Pálido, cansado, abatido, desamparado
Sozinho eu tento viver nesse espetáculo
Ligando a TV pra fugir do marasmo

O cobertor me trás paz
E o lençol me faz sentir, como, aqui jaz...
O suco vencido mostra-me o quanto eu sirvo
Pra nada de nada, e nem ser consumido.

Deixei-me aqui remoendo os espinhos
Sentindo o prazer de ficar só e sozinho
Minha solidão transa comigo
E a cada gozo eu não me sinto vivo

Sozinho em meu quarto minha alma clama
Mudança, mudança, e saia da lama...
Sozinho em meu quarto o coração grita
Fuga, fuga, fuga, fuga...

Pra mente não jaz, aqui em vida.

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