E s c r e vo p a r a l i b e r t a r – s e d e m i m. T r a n s c re v e n d o - m e p ar a o go z o de mi n ha c a l ma r ia
1 de outubro de 2013
SOBRE OS DESEJOS E ANSEIOS DAQUELA MENINA
- Sua maior excitação era sugar de imediato todos os pecados dos corpos de seus amigos. Assim explorando-os num coito sujo e vagabundo sem pudor algum.
O que era um mero dia do sexo para aquela menina.
Definitivamente, isso não era nada.
De dia ela banhava-se,
de tarde ela procurava-me
e de noite ela amava-se...
(nunca sozinha)
Era prepotente e ardente,
não parava ao menos
de dois orgasmos
descentes.
- Eu era assim? Eu era e ainda sou. Afinal, eu sou sedosa, gulosa e abundante. Sento gostoso como uma galopada iniciante.
Eu sou assim,
seca como o canto de uma parede
que deságua em falta de água.
Eu sou assim,
às vezes úmida como um pão com fungo,
tipo um casu marzu.
Eu sou assim,
faço-me de santa na rua
e enlouqueço-me como uma
puta na sua
(vara, tara)
Eu sou assim,
não me prendo quando estou em chama,
quando minha pele se clama,
já convido-(o).(a) para cama.
Eu sou assim,
não me aquieto na lama da vida
e me enobreço no apego da ferida,
ferida aberta por um pinto erguido,
ferida aberta quando meu cu é bem fudido.
Enfim, eu sou assim,
despojada e sem complexos...
Meu único complexo é não dar-se,
assim, não desfilando-me
nos corpos em abate.
Se a pele me chama eu dou.
Ontem mesmo a pele me chamou
e depois de três horas seguidas
o menino gozou.
Ah! Como ele gozou....
Se não tirasse a cara cegava-me um olho,
diante a jorrada de seu leite dorso.
Pois bem, se a pele me clamou eu sou,
sou tudo que eu quiser que seja,
menos uma menina com pudor.
Não sou idosa, muito menos senhora.
Sou formosa e tão pouco bondosa.
Não sou menina, porém não muito novinha,
eu sou uma vadia que
adora sentir-se numa tora.
Meu pudor foi banido
desde quando eu sentir-me no pau amigo.
Ai, foi tão bom...
Ter me sentido como “eu” no outro
foi magnífico!
E sem relutar eu cavalguei,
sem relutar eu me guiei em seu corpo
pomposo e formoso que me destes prazer.
Sinto um pecado bem dado sem fim,
que é não ter pecado
Porque pecado não reina em mim.
Sinto um pecado bem dado sem fim,
que é não ter prazer,
pois prazer reina em mim
toda vez que me comem sem fim.
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